por Tody Macedo

O presente é tão formidável que sempre vem com gracinha ou alguma brincadeirinha, tendo algo novo a nos apresentar. Já que não podemos atuar no passado e nem no futuro, resta-nos o consolo de estarmos inseridos no mundo presente, que como diz o poeta “é um grande pão com manteiga, café e com leite”.

O futuro nos assombra com as possibilidades, impossibilidades que hão de vir. Fazer o caminho não abre as portas, mas ensina a construir as estradas que levam até ela, e se ela estará aberta ou fechada é o que fascina a muitas pessoas. A incerteza do que virá. Se me tornarei alguém melhor ou pior tendo a oportunidade da mudança hoje.

O passado é quem nos fez ser o que somos hoje. Os erros e acertos dos tijolos empilhados para a construção da casa (seja no terreno de areia ou de pedra) ou o ladrilho da estrada mal percorrida. Mas resta a certeza do acerto em verdades tortas e inibidas, de fotos distorcidas pelas mentes humanas. O passado tem esse mal, o mal de deixar lacunas na memória, fazendo de qualquer história uma cantiga de ninar, achando lindo, e nada penoso, o pêndulo asqueroso do relógio a garimpar fatos.