por Myrla Sales e Tody Macedo

Eu não quero uma presença que me arranque da cama ou que me faça despencar das nuvens quando sonho…
Eu não quero uma presença cheia de “não me toque” e nem precisa tocar meus ouvidos com sua voz…
Eu não quero que afague minha pele, nem me faça subir em montanha…

Onde está o toque real, que mesmo pelo pensamento, me tira a base e mesmo sem dar pinta quase sufoca em uma palavra?
É o toque sutil, que tira o ar, o sono… tira o véu num beijo, num arrepio
Presença calma que estressa os órgãos, me deixa elétrico e bobo,
Tolo ao pensar que sem essa presença existirá só a morbidez…

Estou entre os meus melhores colapsos mentais

Brilhante eles me deixam seguindo a esmo

Sem imaginar no horizonte ,sem ter que precisar passar por isso sem sofrer

Hoje aquele não querer cheio de querer já não me pertence mais .

Penso aonde que errei para não te pertencer

Me desculpo ao saber que sempre serei assim

E ao mesmo tempo me contagio com a alegria que transborda em meu ego

Ao constar que estou sendo certo no caminho que escolhi.

Na verdade eu nunca queria essa falta de querer,

Mas eu posso evita-la e ao mesmo tempo arriscar pelo o que a por vir

Posso ter o poder de sorrir ao ver que você esta se precipitando

Com alguém que com o tempo só tentou encontrar algo de verdade e se redimir.

Com as minhas inefáveis evidencias concretizei

Que eu consigo,sozinho transformar meus grandes segundos

No mais real possível e sentir que você não é o meu bloqueio de simpatia

Sou bobo, sou leal , sou amigo ,sou o meu possível natural

Sou o que sou pra mim,sou o que sou pra todos vocês

Sou o que dentro do seu mundo

Sou feliz porque no errante dele eu escolhi viver

Sou o mórbido em trafego de manipulação

Tentando com o mais eficazes alibes

Que consigo ser feliz sem ter você para sofrer

Sou o que não me identifico mais

E entre os sou estou perdido

Ainda tentando te encontrar

Tentando saber que não quero conto de fadas

Nem mares indomáveis

Sem o sem do seu lado

Sem um você aos meus cuidados

Ainda sonhando em suas mãos conseguir aperta-las

Em seu lado morrer como o seu olhar

Aos nos deitarmos, a enfim te tocar

Estou a tempos enrolando tentando

Manipular as regras do meu próprio jogo

Mas sei que no canto de lá

Aonde nem imagino esta

Eu continuarei sozinho

Continuando dormir para ter a permissão de uma vez com você sonhar .