Por Tody Macedo

Espero cansado, calçado na destreza

De baixo de uma chuva muda cheia de toc, toc

Sem frio, no suor de minha fronte

Subo no monte pálido em neve


Rogo a flor, um frescor pela fresta brisa pulsante

Que toca semblante no toc contado a conta-gota

Escorre o pó do pouco que ainda sobrou

Do sobrado com telhado armado que acolhe


Um toc mudo de toque constante

Um pensamento que voa além mar, bem longe

Alcançando uma flor, um espinho, um frescor

Não abraço a idéia, sinto seu toque