por Tody Macedo

Não quero o coração cheio de amor nem de paixão

Não quero abster-me da insanidade posta pela brisa

Não quero a chuva fria enrugando minha pele

Não quero corromper-me satisfazendo a revelia

Não quero nem um amor platônico, e nem forjado a ouro

Quero sentar de baixo de uma árvore sem frutos

Sentir a brisa levando os pensamentos para junto do mar

Quero provar o gosto doce do sangue em minhas mãos

Num tato sórdido na flor nua desbravar

Como num ato mórbido um sabor fino anuviar