Por Tody Macedo

Tão próximo e distante corrente viva que transforma e mata. O seu olhar me traz o cheiro de orvalho da manhã, clareando como doces gotas de algodão as folhas que estão à beira do meu caminho.

O que teu olhar me diz, você me pergunta. E a cada passo dele me diz que quer me ver sangrar e ver escorrer do meu peito lágrimas contidas e retidas pela luz da lua, retrocedidas pelo acalentar de tua suave e doce voz perfumada que banha meus ouvidos, sinfonia que conduz minh’alma à beira do infinito, filosofia que leva meus pensamentos a permanecer propriamente descontente por não ver mais os brancos dos olhos bransco que pertencem a morena formosa.