por Tody Macedo

” Não quero saber se é a cabo nem se minha assinatura vai mudar tudo que aprendi, triste o fim do seriado, um bocado magoado sem saber o que será de mim.Ela não SAP quem eu sou, Ela não fala a minha língua.” (Teatro Màgico)

Amanhã verei novamente o que está guardado. Meu olhar já não é mais como antes, não perco os olhos no chão que tentam borrar os passos errados, que tentam manchar as marcas que ainda estão na estrada empoeirada.

Amanhã verei novamente o que ficou para trás. Não quero ser negligente com quem aqui ficou escrito. Foram palavras escritas a lápis que não vou passar uma borracha. Sim, a vida é minha e cada linha em verso faz parte da minha história. Ficou escrito somente nas páginas de um livro sem gravuras e sem fotos. Imagens ficaram na memória de um filme italiano sem legendas e nem tecla sap. Um filme traduzido de um livro em preto e branco. Linhas escritas a várias mãos. Versos e poemas que foram borrados por corretivo fosco e tosco azul de cera.

Amanhã abrirei o album e não terá mais nehuma foto, pois já não tem faz tempo. Agora as fotos que ali estão são as que eu olho no amanhã, a que ainda não tirei, que fico imaginando ser a foto perfeita, e por incrível que parecça eu coloco legenda e título.

Nada desmanchei, nada mudei.

Nada desmancharei, nada mudarrei. Mas amanhã olharei com olhos de ontem, porque tudo o que foi escrito ficou marcado na folha de baixo. Feriu as folhas do meu caderno… do caderno da minha vida!