Por Tody Macedo e Hévllen Motta http://hevllendreams.blogspot.com/

Nos conhecemos sem nos ver,

Conversamos sem falar…

Suas palavras me tocam sem mesmo tocar.

Seu sussurro me acalma sem nada pronunciar.

É como chuva que lava sem me molhar,

Você chegou sem fazer barulho, foi como o silêncio das ondas do mar

(silêncio)

As palavras fogem mesmo estando em mim, elas somem e me deixam na mão, sem chão.

Elas estão aqui falando ao meu ouvido,

Mas o silêncio ainda consegue ser maior.

Me sinto como querer ver as palavras na escuridão.

É impossível, é como querer tocar o vento.

Hoje ele está ao seu lado, mas não se sabe pra onde vai e nem de onde vem.

É como querer ser tocado pelo tempo.

Mas o tempo nem sempre é a melhor opção.

E nem o vento, pois ele pode ser um furacão, e levar pra longe as palavras, os anseios,

Pode levar o EU pra longe de si.

Mas, o que fazer se o eu está bem ao longe?

Uma asa de papel…

Voar…

Mas, e se a altura trouxer medo ?

Caminhar…

Quando se está em modo de inércia não se chega a lugar nenhum, e o que se tem que encontrar sempre vai ficar longe.

E se existir o medo de encontrar também ?

Se este medo existe, então…

Longe sempre vai estar…