por Tody Macedo

Sonhei que estava morto

E na morte achei o sonho

Pus contraste na vida que passou

Uma cor neste túmulo eu ponho

Não sei bem o que dizer bem o que faltou

Se foi entrega ou esquecer

Um momento simples para predizer

Que o querer sem ter

Faz qualquer um esconder o próprio ser.

Sonhei que estava morto, e não acabou

Minha paz, minha calma, a ária solfejante

Me inebria com verbo cortante

Mas se o veneno entorpece

Me suja, me cega e arrefece

Sem ter ódio, sem ter amor

Um morto recôndito, um morto torpor

No mundo dos aflitos

Com uma história a compor.