por Tody Macedo

Dê-me uma linha para uma pipa libertar

Mesclando a ilusão em trovas soltas pelo ar

Dê-me uma linha de seu lençol

Descobrindo seus olhos, seus seios

Dando-me um nó nos anseios

Dê-me uma linha a tecer uma teia

Capturar seu gosto e sua essência enchendo minha veia

Tatuando meu corpo, minh’alma

Tirando meu sono, a paz e a calma

Dê-me uma linha do tempo

Travada, embolada

Cortada com cerol, mas que apena valha

Dê-me uma linha e teça meu saber

Na angústia de permitir e ver

Dê-me uma linha em teu corpo quente

Coração ardente por sentir e ter

Dê-me uma linha de horizonte

Sem nexo, confuso e complexo

Um querer simples e distante

Dê-me lápis e papel em linhas de sua doce melodia

Encantadora como o raiar ou findar do dia

A serenidade se faz agonia

Num perfume que me conforta e arrepia

Dê-me lápis e papel para completar as linhas

Inebriando os atos mórbidos

Sobrepondo em êxtase e alegria