Por Tody Macedo

O rio correu e nada ficou como estava

As flores que caíam as águas levaram.

O tempo se encarregou dos pensamentos

Da minha esperança foi o vento

Em cada memória o alento parece morto.

Como cada pingo de tinta aquecido,

Ou como um traço de lembrança contorcido.

Afoga-me com suas águas que se foram.

Mata-me na mentira que não contei.

Estrangula-me com o que foi perdido dentro do caminho que não consegui percorrer.

Faça-me escravo em um desenho único,

Objeto de desejo dos olhares dos amantes,

No impossível pinta-me com linhas curtas e sem tinta.