Por Glícia de Oliveira

O que busco, o que sinto,

Está logo ali.

Logo ali tão distante,

No tarô das estrelas,

No escuro do cinema,

Na janela mais brilhante

A tela

Logo ali tão distante

No zoom da floresta,

Na conversa dos passantes,

Coisas

O soco do sumo cerne.

E cor que ninguém ouve.


O que busco, o que sinto,

Está logo ali.

Logo ali tão distante,

Atrás das árvores,

Descendo o rio bailante

Num quadro de Dali

Salvador e farsante,

Voa no tapete persa,

No vapor que me resta,

No tudo do nada,

No meio do antes.

O que busco, o que sinto?

Está logo ali.

Logo ali tão distante