Por Tody Macedo


Se o mundo tivesse que falar com você, ele teria que se ajoelhar.

O sol despencaria do céu e a lua iria parar de girar, assim como o tempo tornaria infinito um segundo.

As estrelas invejariam o sol e a terra, elas se auto-convenceriam de que seria impossível desenhar algo que se assemelhe a você. As estrelas são experts em rascunhos. E só isso!

Da Vinci se inspiraria em seu sorriso.

Paganini em sua voz em uma nova melodia.

As mãos de Dante se tornariam inertes com suas palavras.

Fabrizio de Andre traduziria sua completude em suas artes transcedentais.


E como dizia o poeta Fabrizio:


“Não fica que alguma indolente caricia e um pouco de ternura.

E quando terás na mão aquelas flores que murcharam ao sol

de um abril já distante, terás saudade deles.*”

 

Eu precisaria somente de uma hora em sua melodia, um minuto em sua pintura, e um segundo em sua eternidade.

E nas flores dos olhos que destilam mel, um dedo de cumplicidade.

Em prosa e verso, destilado em canção, cultivado em flores,

Tocado em novos acordes, cantado em fio tênue de insana tenacidade.

(* Fabrizio de Andre – La Canzone Dell’amore Perduto, tradução http://www.lyricstime.com)