Por Tody Macedo

Não viajei por estrelas, nem passeei por Vênus…

Girei o mundo com os pés, o vi de ponta a cabeça rodando, e montando em um pégasus manco, voei.

Não trago nada em meu bolso. Talvez o que procure está do lado de dentro, longe de ti, perto do sol, dentro do coração.

Não trago palavras nos lábios, e nem um pensamento foge para o papel. Entretanto o papel quer fugir de mãos dadas com o cisne de um origami imperfeito, no imperfeito de um pensamento, no imperfeito de um sentimento, no perfeito de um coração que nadando n’alma, salva um insignificante humano, criatura tola.

Não trago brilho nos olhos, não trago ar nos pulmões. Deixei pra trás os sonhos não sonhados, perdi os desenhos não rabiscados.

Não quis mais cantar a canção que não foi composta. Perdi a emoção de escrever sem palavras na primavera sem luz, primavera sem raio, primavera sem sol, uma estação sem uma dama que some na névoa do amanhecer. Amanhecer que some com os meus pensamentos.

Esperar um origami ou um tangram inerte que voa buscando o chão. Nada além do sopro de um vento mórbido e frio. Nada além…